Para quem possa interessar, ainda há pulso neste lugar (e na dona dele também). Só que tudo ficou mais duro, com cara de mundo de adulto, e até vontade de chorar, agora, é surpresa.
Hoje lendo texto dos bons, daqueles que conseguem tocar-me como poucos, senti tanta saudade!
Saudade do que a gente era, sem tantas amarras empresariais. Senti saudade até de quem eu não fui e poderia ter sido.
Eu sei que os tempos são outros. Eu sinto a cada dia em cada poro da pele a mudança. Não que ela tenha sido repentina, mas é que nesses últimos meses ela se consolidou de uma forma que me assustou.
Uma sensação de luta contínua, depois a realização (que não foi nem é plena...mas, será que um dia será?). Os poréns, as preocupações, o sono (e o excesso dele) ocupam muitos espaços que antes nem lembro ao certo (já que não lembro de mais nada ultimamente) de que matéria eram feitos. Talvez de uma inocência que depois perdida não volta mais ou, quem sabe, pela preocupação de autoconhecimento.
Cheguei, percebi. Sei muito de mim mesma e, mesmo com as emoções sem tempo ou espaço de se manifestarem, elas estão aqui, neste lugar e também em mim. Que seja sempre assim!